Pular para o conteúdo principal

JOELHO RALADO : ACOLHER A DOR DO OUTRO É ESSENCIAL PARA CURARMOS NOSSAS PRÓPRIAS FERIDAS E AMARGURAS

Resultado de imagem para Joelho ralado

Joelho ralado

Acolher a dor e a tristeza do outro é essencial para curarmos nossos próprias feridas e amarguras

Diana Corso

Certa vez me contaram uma cena infantil que nunca esqueci: um menininho caiu e, na ausência da mãe, sentou-se em um banquinho em frente à porta à sua espera; quando ela finalmente chegou, ele começou a chorar mostrando o joelho ralado, como se aquilo tivesse acabado de acontecer. O consolo dela era imprescindível, não importando o tempo que tivesse que ser aguardado. Lembro dessa cena porque acredito que nossa tristeza também precisa de alguém para acolhê-la. Mesmo crescidos, estaremos dispostos a esperar para dedicar as lágrimas a quem possa recebê-las. É claro que também choramos sozinhos, nem todas as tristezas precisam de testemunho, mas há aquelas que são insuportáveis. A orfandade não é só a morte dos pais, é acionada e reeditada cada vez que perdermos a esperança de uma porta aberta. Somos seres bastante queixosos, por vezes só queremos plateia, a dificuldade é saber quando necessitamos realmente uns dos outros. As mães de crianças pequenas têm um truque: quando os filhos caem, elas fingem não ter visto. O peque no confere se ela está atenta, se o dano é insignificante e não há público, provavelmente irá fazer outra coisa mais interessante. É uma espécie de “teste da manha”, já que se for grave o sofrimento será expressado independentemente do ibope. Crianças que estão sentindo-se inseguras e frágeis farão cenas trágicas, exigindo a presença da mãe por coisas mínimas: o brinquedinho caiu, rios de lágrimas; hora de ir para a cama, gritaria. Nesse caso, elas lamentam algo desligado do incidente, expressam uma angústia que está por um fio para desbordar. Não é manha, é sofrimento psíquico. Provavelmente o verdadeiro motivo sejam fantasias de abandono, ameaças imaginárias de privações ou terrores que as têm acuadas. Como temos uma nostalgia idealizada dos cuidados maternos, cujo aconchego seguimos buscando em todas as relações, talvez haja algo que possamos aprender a partir dessas cenas. Por vezes, nosso joelho ralado é banal, já sacudimos a poeira e estamos orgulhosos da superação, só queremos contar a proeza. Mas há outras em que o olhar atento perce berá que é sério, dói muito, quer seja porque a pancada foi forte ou porque um pequeno incidente despertou grandes mágoas represadas. Só a escuta atenta descobrirá o calibre do que nos abala. Vínculos capazes dessa delicadeza são raros e preciosos. Só podem ser oferecidos por aqueles que não têm medo do contágio, pois é preciso baixar as defesas para oferecer uma verdadeira empatia. Como as mães, aqueles que se importam conosco fingem distrair-se, desejando que a queda seja sem ferimentos, mas terão que abrir a porta quando nossas lágrimas precisarem deles. A metáfora da porta aberta não é banal: dar entrada à dor do outro provavelmente despertará nossas fragilidades. Acolher o desamparo é coisa para poucos: os que estiverem dispostos a lidar com o próprio. Convém não esquecer de que precisamos maternar-nos uns aos outros, com a sutileza de diferenciar a manha do sofrimento.

DIANA CORSO é autora do livro Tomo Conta do Mundo – Conficções de uma Psicanalista.

Resultado de imagem para Joelho ralado

Postagens mais visitadas deste blog

SÓ PERMANEÇA ONDE EXISTA RECIPROCIDADE - EM TEMPOS DE AMORES LÍQUIDOS RECIPROCIDADE É FUNDAMENTAL

Só permaneça onde existe reciprocidade Por Fabíola Simões
Em tempos de amores líquidos, reciprocidade é fundamental. É ela quem diz que estamos no caminho certo ao enviar um “bom dia” carinhoso àquela menina pelo WhatsApp, ou um áudio com uma coletânea bacana pelo Spotify. É ela que autoriza o comentário entusiasmado na foto do crush interessante ou a curtida frequente nos posts da gata fitness. Mesmo não sendo adepta de estratégias e joguinhos de poder no campo amoroso, acredito no significado da reciprocidade. De só permanecer em relações onde não é preciso insistir para receber uma resposta ou implorar para ser valorizado como deveria. Muitas vezes é preferível abrir mão de uma relação que julgamos importante do que continuar insistindo sem correspondência alguma. O que vejo por aí é que tem faltado discernimento para entender onde não se deve insistir. Onde não vale a pena investir tempo, pensamento, vontade e intensidade na vã tentativa de se sentir acolhido por alguém que simplesmente…

QUANDO SEU CORAÇÃO ESTÁ PLENO DE GRATIDÃO...- OSHO

EXERCÍCIOS PARA ATRAIR UM GRANDE AMOR - LOISE HAY

Exercícios para Atrair um Grande Amor - Louise Hay



Como você quer atrair alguém lhe ame se nem você gosta de você mesma!! a lei da atração é inexorável: energias semelhantes se atraem...só amando-se e respeitando-se é que você atrairá alguém lhe lhe ame verdadeiramente, portanto para atrair um grande amor...ame-se primeiro, portanto ame-se e respeite-se primeiro.
Repita este exercício várias vezes ao dia e ouça-o antes de dormir e durma "ouvindo-o".
Meditação de Louise Hay para amar-se e desta forma atrair um verdadeiro amor.





ESTE VÍDEO POSSUI LEGENDAS EM VÁRIOS IDIOMAS - ATIVE ESTE RECURSO.

Este vídeo possui legendas em português e tradução para diversos idiomas ( multilingual subtitles ) | Exercícios para atrair um grande amor de Louise Hay dublados em português por Juraciara Diácovo - Dubladora da agente Dana Scully - Gillian Anderson Arquivo X - X-Files
Baixe o MP3 do vídeo acima aqui: http://www.4shared.com/mp3/z1BfPIhNba...


Exercises to attract a large love with Louise Hay | …